Fogo Cruzado: tiroteios caem 23,6% no Rio; número de mortos sobe 2,4%

A região metropolitana do Rio terminou 2019 com 7.363 tiroteios registrados pela plataforma Fogo Cruzado, queda de 23,6% em relação ao total de 2018, mas, ainda assim, acima dos 5.507 registros de 2017. Apesar da queda nos registros de tiroteios, o total de mortos nas trocas de tiro cresceu 2,4% em 2019, para 1.517, também acima dos 1.330 mortos por disparos em 2017.

A queda no número de tiroteios em 2019 foi impulsionada pelo desempenho de dezembro, quando foram registradas 362 trocas de tiro na região metropolitana do Rio, com 166 pessoas baleadas, 93 delas mortas. Em comparação com dezembro de 2018, houve uma queda de 49% nas trocas de tiros - foram 711 em dezembro de 2018 com 210 pessoas baleadas, sendo 94 delas mortas.

Segundo a plataforma Fogo Cruzado, dezembro passado foi o primeiro mês com registros de tiroteios abaixo de 400 desde abril de 2017. "O número de tiroteios/disparos de arma de fogo registrados em dezembro já é o 8º menor desde que o Fogo Cruzado foi criado, em julho de 2016", diz uma nota divulgada pela plataforma.

 

A Fogo Cruzado mapeia a ocorrência de tiroteios por meio de um aplicativo por celular. Além de receber notificações de usuários a equipe da plataforma recebe informações diretas de parceiros que atuam em diferentes localidades.

"Só são consideradas fontes conhecidas, com as quais já existe relacionamento prévio, como coletivos, comunicadores e moradores ativos localmente", diz um texto do site da Fogo Cruzado.

Por fim, a plataforma usa "informações recolhidas via imprensa e canais das autoridades policiais" em seus mapeamentos.

Polícia do RJ prende homem suspeito de desviar dinheiro de ganhador da Mega-Sena

A Polícia Civil do RJ prendeu um homem suspeito de desviar o dinheiro de um ganhador da Mega-Sena.

Segundo as investigações, André Luiz Lobo estava roubando dinheiro e propriedades da vítima, que ganhou mais de R$ 100 milhões.

De acordo com a Delegacia de Defraudações, André administrava os bens do milionário, mas desviava parte dos recursos.

“A vítima começou a perceber o comportamento do André. Um comportamento fora do padrão”, afirmou o delegado Marcos Cipriano.

Segundo o delegado, o milionário contratou um advogado e, assim, conseguiu ver as movimentações bancárias supostamente feitas André.

 

“No dia seguinte ao registro de ocorrência, André foi até algumas testemunhas e tentou ameaçá-las com uma arma na cintura. Nós o prendemos até para evitar uma possível fuga para Portugal”, emendou Cipriano.

 

André pode pegar até 10 anos de prisão por associação criminosa, apropriação indébita e estelionato

 
André Luiz Lobo (C) foi preso suspeito de desviar dinheiro — Foto: Reprodução/TV GloboAndré Luiz Lobo (C) foi preso suspeito de desviar dinheiro — Foto: Reprodução/TV Globo

André Luiz Lobo (C) foi preso suspeito de desviar dinheiro — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Obra de R$ 4,5 milhões

 

O vencedor da Mega-Sena levou mais de R$ 100 milhões de prêmio e foi morar em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele colocou André para administrar seus bens.

A vítima do golpe começou a desconfiar do funcionário quando percebeu que seu estilo de vida não combinava com o seu salário.

Segundo as investigações, o alerta principal veio quando a vítima descobriu que o seu funcionário estava fazendo uma obra em um imóvel no mesmo condomínio onde ele morava.

O valor da despesa seria superior a R$ 4,5 milhões.

"A vítima começou a perceber o comportamento suspeito do André por conta de gastos muito acima do que ele ganhava de salário. Ele tinha um salário bom, mas ainda assim o padrão era elevado. Um belo dia, um pintor que executava uma obra na casa da vítima comentou que o André estava fazendo uma obra no mesmo condomínio de luxo. Uma obra de aproximadamente R$ 4,5 milhões", disse o delegado Cipriano.

 
PF prende em shopping de Salvador líder de facção que teria ordenado 55 mortes em presídio

PF prende em shopping de Salvador líder de facção que teria ordenado 55 mortes em presídio

O líder da organização criminosa, suspeito de ter ordenado o massacre que deixou 55 mortos em presídios do Amazonas em maio deste ano foi preso em um shopping de Salvador por agentes da Polícia Federal, segundo informou a PF em nota.

De acordo com informações do site Valor, o homem preso foi Alan Barbosa Rolim, conhecido como Zaqueu. O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo Juízo da Vara de Execuções Penais de Manaus.

A ação faz parte da segunda fase da Operação Sétimo Círculo, deflagrada na manhã desta terça-feira (17) com o objetivo de desarticular organização criminosa e reprimir ações voltadas à associação para o tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

A investida, que envolveu policiais federais lotados no Amazonas e na Bahia, cumpriu em Salvador um mandado de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão em desfavor da principal liderança de organização criminosa atuante na região norte.

Os mandados foram expedidos por ordem do Juízo da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal no Amazonas, após deferir representação da Polícia Federal no âmbito de inquérito policial.

A investigação

O Inquérito Policial foi instaurado pela PF, atendendo a requisição do Ministro da Justiça e Segurança Pública, após o massacre que vitimou 55 detentos em presídios do Amazonas, ocorrido nos dias 26 e 27 de maio deste ano, e tem por objetivo investigar a atuação de organizações criminosas no sistema prisional, no tráfico internacional de drogas e na lavagem de dinheiro.

Há indícios de que o referido massacre a detentos foi executado em decorrência de disputas entre integrantes de uma mesma facção criminosa do Amazonas, que atua dentro e fora dos presídios, na prática de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, homicídios e crimes correlatos, o que corrobora a hipótese da investigação criminal que ficou a cargo da Polícia Civil/AM.

Durante os trabalhos de investigação foram presos indivíduos que atuavam fora do sistema prisional, mas que eram ligados às duas principais lideranças em disputa pelo controle da facção criminosa. De acordo com o que se apurou, há indícios de que tais indivíduos se encontravam no centro da disputa e tiveram relação com os fatos que ocasionaram o massacre.

Nas duas fases da operação, houve o intercâmbio de informações entre os órgãos de Segurança Pública do Estado, em especial a Inteligência da SEAP/AM, e a Polícia Federal.

O nome da Operação é uma referência à clássica obra literária de Dante Alighieri, na qual o sétimo círculo é o local destinado às almas dos homicidas.

FONTE: BNEWS

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