Itens filtrados por data: Novembro 2019

Uma mulher de 37 anos perdeu um dedo ao tentar pegar uma carteira que estava no chão. O objeto explodiu no momento em que houve contato físico com a vítima. O caso aconteceu na noite da última sexta-feira (6), em Curitiba. 

De acordo com polícia, as investigações devem indicar se a carteira foi colocada intencionalmente no local. A vítima, que teve ferimentos em outras partes do corpo, foi encaminhada ao Hospital Cajuru, onde permanece internada.

O vendedor Robson Lisboa, que trabalha em uma loja de lembranças em frente à região onde aconteceu a explosão, foi o primeiro a socorrer a mulher. Segundo ele, a vítima apareceu ferida e com um dos dedos pela metade. O local foi inspecionado por uma equipe antibombas da polícia.

FONTE: BNEWS

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Estudo apresentado hoje (7) pela Itaipu na Conferência Mundial do Clima (COP25), em Madri, mostrou que sem os mais de 100 mil hectares de áreas protegidas em torno da usina binacional, o reservatório localizado na fronteira entre Brasil e Paraguai receberia, a cada ano, sedimentos em um volume que encurtaria a vida útil da unidade. Os países deixariam de faturar bilhões de dólares com a venda de energia.

O estudo foi apresentado em evento promovido conjuntamente com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (Undesa).

“Para que Itaipu siga produzindo energia para ambos os países no longo prazo, é necessário que a empresa atue na gestão territorial para assegurar a qualidade e a quantidade de água. Cuidar do meio ambiente faz parte do nosso negócio”, disse o general Luiz Felipe Carbonell, diretor de Coordenação da Margem Brasileira da usina. 

Carbonell abriu o encontro com o diretor de Coordenação executivo da usina, o paraguaio Miguel Gómez Acosta, que destacou a importância de que a gestão ocorra de forma binacional, em ambas as margens do reservatório. “Graças a essa atuação da Itaipu, as áreas protegidas são hoje reconhecidas pela Unesco como Reserva da Biosfera e desempenham um papel na região que vai muito além de beneficiar a geração de energia.” 

A chefe de Mudança Climática e Biodiversidade, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Valerie Kapos, disse que exemplos como o de Itaipu demonstram como os serviços baseados na natureza podem contribuir para a longevidade e a minimização de riscos para os negócios. Acrescentou que o Pnuma vem trabalhando no desenvolvimento de orientações para a formulação de políticas públicas nessa área e que o caso de Itaipu deve contribuir para essa linha de atuação. 

O painel Soluções em água e energia e suas interconexões com serviços ecossistêmicos foi moderado pelo ministro da Transição Ecológica da Espanha, Manuel Menéndez, e aberto pelo secretário de Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, Roberto Castelo Branco.

Estudos de caso

A discussão sobre serviços ecossistêmicos foi precedida de outro painel da Itaipu, que apresentou 17 estudos de casos mostrando como a empresa atua na promoção dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que compõem a Agenda 2030. 

O diretor do Instituto de Mudança Climática da Guatemala, Alex Guerra, que participou do painel, afirmou se tratar de uma grande oportunidade de mostrar boas práticas no contexto dos ODS, que contribuem tanto para o manejo da água e a geração de energia limpa, quanto para a conservação de ecossistemas, o sequestro de carbono e a qualidade de vida das comunidades, de forma interconectada.

*Com informações de Itaipu

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2214 da Mega-Sena, sorteados na noite de sábado (7). O prêmio acumulado para o próximo sorteio, previsto para a próxima quarta-feira (11), é de R$ 25 Milhões.

As dezenas sorteadas ontem foram 04, 10, 18, 30, 34 e 47.

Os 47 apostadores que acertaram a quina vão receber R$ 41.300,51, e os que fizeram a quadra, e os 3.223 que fizeram a quadra, R$ 805,47.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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Treze universidades de diversos países, incluindo o Brasil, participam hoje (8) e amanhã (9) da reunião da Aliança Global de Universidades sobre o Clima (GAUC, do nome em inglês), em Madri, dentro da 25º Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as Mudanças Climáticas (COP 25).

O objetivo do encontro é conhecer as tecnologias que cada país tem disponíveis e que podem contribuir para reduzir as emissões de gás carbônico na atmosfera, disse à Agência Brasil a professora Suzana Kahn,vice-diretora do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). Segundo a professa, com isso, pode-se mostrrver como a tecnologia pode limitar o aquecimento global a 1,5°C, nos próximos anos.

A UFRJ é a única instituição latino-americana que integra a GAUC. A associação é liderada, atualmente, pela Universidade de Tsinghua, situada na China, que é parceira da Coppe no Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia.

Projeto único

“A ideia é fazer um grande projeto único tecnológico das universidades ao redor do mundo para reduzir as emissões, para apresentar em janeiro na reunião do Fórum Econômico Mundial”, informou Suzana Kahn. De acordo com a professora, o projeto global será mostrado para investidores que possam contribuir para a concretização de uma proposta única.

O encontro, que começa neste domingo, vai desenhar o escopo desse projeto. Cada universidade contribuirá com suas próprias tecnologias, disse Suzana, que é também presidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) e coordenadora executiva do Fundo Verde da UFRJ.

Em 2007, ela integrou o grupo de cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que recebeu o Prêmio Nobel da Paz pela dedicação a estudos sobre mudanças do clima e o aquecimento global.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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Pelo menos 43 pessoas morreram neste domingo (8) em um incêndio em uma fábrica no centro de Nova Delhi. O incêndio, que começou às 5h30 (hora de Brasília), já foi controlado, em uma operação que, segundo o Corpo de Bombeiros, mobilizou 25 viaturas. A polícia da capital da Índia está investigando as causas do incêndio.

Segundo as autoridades indianas, a fábrica também servia de dormitório para os trabalhadores, e a maioria das pessoas dormia quando o incêndio começou e morreu de asfixia.

"Até agora resgatamos mais de 50 pessoas, e grande parte delas tinha sido afetada pela fumaça", disse o bombeiro Aul Garg.

De acordo com o último balanço, pelo menos 16 pessoas foram hospitalizadas até ao momento.

Em várias cidades da Índia, as fábricas e pequenas unidades industriais estão localizadas em bairros antigos e apertados, onde o preço dos imóveis é mais baixo.

À noite, esses prédios costumam servir de dormitório para os trabalhadores pobres, a maioria deles migrantes, que economizam dinheiro ao dormir no local de trabalho.

Em mensagem no twitter, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, considerou "horrível"o incêndio. "Os meus pensamentos estão com aqueles que perderam os seus entes queridos. Desejo aos feridos uma rápida recuperação", disse o premiê.

"As autoridades estão a dar toda a assistência possível no local da tragédia", acrescentou.

Na Índia, as leis de construção e as normas de segurança são frequentemente desrespeitadas pelos construtores e moradores, razão pela qual os incêndios são comuns.

Em 1997, um incêndio em um cinema em Nova Deli matou 59 pessoas. Já em fevereiro deste ano, 17 pessoas morreram devido a um incêndio em um hotel de seis andares, também na capital indiana. O fogo começou numa cozinha não autorizada na cobertura do edifício.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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O Irã e os Estados Unidos (EUA) fizeram neste sábado (7) uma troca de prisioneiros, em um avanço diplomático raro entre os dois países. A troca ocorreu em Zurique, na Suíça, e envolveu um investigador sino-americano detido por Teerã e um cientista iraniano detido pelos EUA.

O movimento diplomático ocorre no momento em que o Irã enfrenta fortes sanções impostas pelos norte-americanos e após os recentes protestos no país, que teriam feito centenas de mortos nas últimas semanas.

Representantes iranianos entregaram o investigador Xiyue Wang, detido em Teerã desde 2016. Em troca, os norte-americanos entregaram o cientista Massoud Soleimani, que enfrentava a Justiça federal dos Estados Unidos.

Soleimani, que trabalha na investigação de células estaminais, hematologia e medicina regenerativa, foi detido pelas autoridades norte-americanas e acusado de violar as sanções comerciais aplicadas ao Irã, depois de ter tentado importar "material biológico" para o seu país.

Já Wang tinha sido condenado a dez anos de prisão no Irã por supostamente ter se infiltrado no país e enviado material confidencial para o estrangeiro. Essas acusações são negadas pela Universidade de Princeton e pela família de Xiyue Wang.

Em sua página no Twitter, Donald Trump disse que o cientista norte-americano tinha sido detido durante a administração Obama. Acrescentou que essa troca de prisioneiros comprova que os dois países conseguem chegar a um acordo.

"Obrigada ao Irã por uma negociação muito justa. Vejam, conseguimos chegar a um acordo!", afirmou o presidente.

*Emissora pública de televisão de Portugal

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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No Brasil, a cobertura midiática de casos de feminicídio e violência sexual carece de aprimoramento. A avaliação é da jornalista Luciana Araújo e consta no relatório Imprensa e Direitos das Mulheres: Papel Social e Desafios da Cobertura sobre Feminicídio e Violência Sexual. Segundo a jornalista, na maioria das vezes em que os crimes são noticiados, os veículos de comunicação não humanizam as vítimas, tampouco colaboram para que a sociedade compreenda mais sobre as políticas públicas de enfrentamento à violência contra mulheres e sobre como o ciclo de violência pode ser rompido.

A publicação, do Instituto Patrícia Galvão, analisou matérias publicadas em 71 veículos de comunicação das cinco regiões do país. Ao todo foram 1.583 matérias sobre homicídios de mulheres e 478 sobre crimes de estupro.

A análise mostra que as matérias jornalísticas não contêm uma contextualização complementar e deixam de informar, por exemplo, se as vítimas já haviam procurado o Estado para pedir proteção. Além disso, a publicação conclui que os jornalistas têm contribuído para culpabilizar as vítimas, fazendo um movimento contrário ao recomendado. Isso acontece quando citam que os agressores estavam "fora de si", "transtornados" ou "sob efeito de álcool" no momento do crime.

A publicação revela também que uma parcela dos repórteres menciona que os agressores cometem o crime "em defesa da honra". Quando a ocorrência é relacionada a estupro, o discurso é de que as vítimas provocaram a situação, ao exercer sua sexualidade ou ter um comportamento considerado inadequado para uma mulher.

Estrutura das reportagens

Luciana afirma que toda matéria jornalística deve conter, necessariamente, informações sobre os serviços públicos disponíveis para as vítimas, como atendimento de saúde e em delegacias especializadas. Outro aspecto que classifica como imprescindível é a divulgação sobre como as mulheres podem reconhecer a violência de gênero, isto é, quais atitudes configuram esse tipo de crime. Ambas orientações, frisa ela, podem salvar vidas.

A comunicadora defende, ainda, que a formação dos jornalistas deveria incluir direitos humanos, para que os profissionais tenham melhor entendimento sobre violência de gênero. "É um déficit importante na nossa formação", diz.

Para ela, mesmo com a correria do dia a dia, os jornalistas têm de se esforçar para sair da redação para a cobertura já dominando noções básicas, como os itens preconizados na legislação. Assim, evitariam a banalização de mulheres, ao deixar de noticiar qualquer morte de mulher como feminicídio.

Outro ponto que Luciana defende é que os profissionais de imprensa estejam atentos a expressões que possam desqualificar a palavra da vítima. Quando a mulher relata um episódio de violência, escrever algo como "a vítima diz que foi agredida" significa gerar desconfiança sobre sua versão dos fatos.

"Se uma matéria aborda que a mulher denunciou uma tentativa de feminicídio ou estupro, [deve-se] trocar o 'diz que'. A gente é um país que tem um ditado popular que é o 'diz que diz que'. A gente [deve] trocar o 'diz que foi estuprada', 'diz que foi violentada', por 'relata'", sugere.

"Particularmente no caso de estupro, é uma violência muito ocultada, porque ela costuma não ter testemunhas. Não é uma violência que deixa marcas físicas que sejam facilmente identificáveis. Então, tornar aquele relato um relato não questionado de pronto é importante, porque o volume de casos em que há denúncia é tao pequeno, ínfimo, insignificante do ponto de vista das estatísticas, ao contrário das denúncias não feitas. Os estudos nacionais e internacionais apontam que os estupros registrados são de cerca de 10% a, no máximo, 35% [do total de ocorrências], no mundo. As mulheres têm vergonha, têm medo", explica.

Exposição e mulheres transexuais

Luciana diz também que é papel do jornalista cobrar atuação do Estado, "algo fundamental na profissão". Ela esclarece que o repórter precisa compreender e destacar o contexto onde a vítima vivia, informando se existe uma rede de apoio na região onde a vítima mora ou morava, como delegacias ou hospitais.

"É uma série de questões que pode abordar jornalisticamente, sem nenhum juízo de valor, sem, vamos dizer, tomar partido, para cobrar que o Estado faça o que é função dele fazer. Porque uma outra questão importante é que, muitas vezes, na maioria dos casos, tanto a violência sexual como o feminicídio, são em decorrência de ação ou omissão do Estado, seja pelas políticas públicas não asseguradas, seja por uma educação que não prevê a perspectiva de respeito aos direitos do outro, seja, efetivamente, por um caso em que o próprio agente do Estado foi o autor daquela morte."

O relatório condena a exposição das vítimas, algo que considera grave e que tem sido prática de parte da imprensa. Ao todo, em 15% das matérias analisadas que continham imagens de vítimas, houve exibição de corpos sem qualquer tratamento de edição. Essa violação de direito ocorreu em maior número entre vítimas negras.

A versão integral da publicação pode ser acessada pela internet. A iniciativa teve apoio da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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Sábado, 07 Dezembro 2019 00:00

Mega-Sena pode ter prêmio de R$ 3 milhões

A Caixa realiza hoje (7) sorteio da Mega-Sena com prêmio estimado em R$ 3 milhões. As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país e também no portal Loterias Online (www.loteriasonline.caixa.gov.br).

Segundo a Caixa, o valor do prêmio aplicado na poupança gera uma renda mensal de R$ 8.613,00.

O sorteio, realizados no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, é aberto ao público e transmitidos ao vivo pela Rede TV, pelo Facebook das Loterias Caixa e pelo canal da Caixa no YouTube.

Mega da Virada

Além de concorrer às modalidades regulares, os apostadores já podem adquirir bilhetes para a Mega da Virada. O sorteio será realizado no dia 31 deste mês e o prêmio está estimado em R$ 300 milhões não acumuláveis, ou seja, não havendo apostas premiadas com seis números, o prêmio será rateado entre os acertadores de cinco números – e assim sucessivamente.

Como apostar

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em qualquer lotérica do país e também no portal Loterias Online (www.loteriasonline.caixa.gov.br). Clientes com acesso ao Internet Banking Caixa podem fazer suas apostas, na Mega-Sena, pelo seu computador pessoal, tablet ou smartphone. Para isso, basta ter conta corrente no banco e ser maior de 18 anos. As apostas pelo Internet Banking podem ser feitas das 8h às 22h (horário de Brasília), exceto em dias de sorteios, quando as apostas se encerram às 19h, retornando às 21h para o concurso seguinte.

Para jogar pela internet, no portal Loterias Online, o apostador precisa ser maior de 18 anos e efetuar um cadastro. O cliente escolhe seus palpites, insere no carrinho e paga todas as suas apostas de uma só vez, utilizando o cartão de crédito. O valor mínimo da compra no portal (que pode conter apostas de todas as modalidades disponíveis no site) é R$ 30,00 e máximo de R$ 500,00 por dia. Também pelo portal, os apostadores podem optar pelos combos de apostas, que podem ser de apenas uma modalidade ou de várias modalidades. Na seleção do combo, o cliente pode escolher entre visualizar os números selecionados em cada aposta ou o formato “Surpresinha”, no qual o sistema escolhe aleatoriamente os números da aposta, quando da sua efetivação.

Para usuários da plataforma iOS, já está disponível na Apple Store o aplicativo Loterias Caixa. As modalidades disponíveis para apostas são: Mega-Sena, Lotofácil, Quina, Lotomania, Timemania, Dupla Sena, Loteca, Lotogol e Dia de Sorte. As apostas podem ser feitas todos os dias e a qualquer hora, durante o período de captação de cada concurso. Em breve, informou a Caixa, será disponibilizado o aplicativo na loja Google Play.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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Cápsulas que liberam o conteúdo apenas quando submetidas a determinadas condições do ambiente e materiais que mudam a consistência apenas quando estão dentro dos poços de petróleo irão ampliar a extração de óleo e gás no Brasil nos próximos anos, de acordo com a Petrobras. A empresa irá investir R$ 30 milhões nos próximos cinco anos no desenvolvimento de soluções nanotecnológicas para aumentar a produção. 

As pesquisas em andamento já receberam R$ 21,3 milhões. O destaque, segundo a Petrobras, é o chamado Spartan, sigla que significa aumento do desempenho da varredura realizado pelo nanossistema ativado termicamente. A tecnologia será voltada principalmente para o pré-sal. Trata-se, de forma simplificada, de um material que é capaz de mudar de consistência quando injetado em poços de petróleo ajudando a extrair mais óleo e gás. 

O material, que tem consistência mais líquida em ambientes mais frios, é facilmente transportados pelos tubos até chegar aos poços. Quando chega às temperaturas mais altas, ele torna-se gelatinoso, bloqueando canais, falhas e fraturas nas rochas, típicas de áreas como o pré-sal, evitando que o petróleo se acumule nessas fissuras e não seja aproveitado. 

De acordo com o engenheiro de petróleo da Petrobras, Leonardo Alencar, que integra a equipe do Centro de Pesquisa (Cenpes) da empresa, os testes apontam que o Spartan possibilita a extração de 13% a mais de óleo do que as tecnologias disponíveis hoje. 

“Estamos tomando postura muito alinhada com o mundo, que é a de transformações disruptivas. A gente está sendo incentivado a criar, a inovar e a fazer diferente”, diz Alencar. 

O Spartan é desenvolvido em parceria com o Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A expectativa é que seja usado em campo até o final de 2022. 

Além do Spartan, a Petrobras investe em outras iniciativas de nanotecnologia, como cápsulas de produtos químicos. “Essas nanocápsulas têm liberação controlada por algum parâmetro de temperatura, Ph e salinidade. Quando chega no reservatório [de petróleo], encontra uma certa temperatura ou salinidade ou Ph e libera esse produto”, explica Alencar. 

A vantagem, segundo ele, é que elas às vezes transportam produtos ácidos que se fossem transportados por tubos até os poços, danificariam as estruturas. O produto que transportam também ajuda na extração de óleo e gás. As nanocápsulas, e outras soluções nanotecnológicas, como os nanomateriais de carbono poderão ser aplicadas até 2025.

Essas iniciativas são todas de nanotecnologia, que é uma ciência que se dedica ao estudo da manipulação da matéria numa escala atômica e molecular, portanto, muito pequena.  “A nanotecnologia, apesar de não ser [em princípio] tão nova assim - começou a ser manipulada a partir da década de 1980 - [na prática, tornou-se] relativamente nova. No mundo de óleo e gás, que é extremamente conservador, começou há uns 10 anos”, diz e acrescenta: “Eu diria que a gente está caminhando junto [com o restante do mundo]”. 

Os recursos investidos nessas pesquisas são regidos pelas cláusulas de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), regulados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

Por essas regras, os concessionários devem realizar despesas qualificadas em valor correspondente a 1% da receita bruta da produção dos campos correspondentes a uma participação especial, ou seja, as pesquisas exploram campos de grande volume de produção.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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Brasil e Paraguai terão livre comércio entre produtos automotivos. Essa será a regra que passará a valer assim que for feito o acordo entre os dois países.

O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, e a ministra da Indústria e Comércio do Paraguai, Liz Cramer, firmaram nessa quinta-feira (6), em Bento Gonçalves (RS), entendimentos políticos que permitirão o avanço das negociações do Acordo Automotivo Brasil-Paraguai.

“Entre as linhas principais que deverão constar do futuro Acordo Automotivo bilateral, estabeleceu-se que Brasil e Paraguai concederão mutuamente, como regra geral, livre comércio imediato para produtos automotivos. Para algumas exceções se aplicará um cronograma de desgravação gradual e crescente do Paraguai ao Brasil que atingirá o livre comércio até 2023”, disse o Ministério da Economia, em nota.

Como regra de origem geral para veículos, definiu-se que o Índice de Conteúdo Regional (ICR) a ser cumprido por ambas as partes será de 50%. Como forma de promover o desenvolvimento e a comercialização de veículos com motorizações alternativas, o compromisso prevê condições de acesso preferencial, com margem de preferência de 100%, para 10 mil unidades anuais, desde que cumpram com um ICR mínimo de 35%, no caso do Brasil, e de 30% a 35% nos próximos cinco anos, no caso do Paraguai. Ademais, estabeleceu-se uma quota gradual que chegará a 3 mil unidades anuais de veículos em 3 anos, desde que cumpram com um ICR de 35% ao final do período.

No caso das autopeças paraguaias produzidas sob o regime de maquila, acordou-se que estas terão livre acesso ao mercado brasileiro pelos próximos cinco anos, desde que cumpram com as regras de origem do acordo, com um ICR mínimo de 50% no componente de valor da fórmula, quando aplicável. Foram definidas ainda condições diferenciadas de acesso para as autopeças brasileiras e paraguaias com ICR reduzido por um período de cinco anos, informou o ministério.

Tema de grande importância para o setor produtivo brasileiro, o Paraguai se comprometeu a isentar os produtos automotivos originários do Brasil da cobrança de taxas consulares, a partir do oitavo ano da entrada em vigor do futuro acordo.

Segundo o ministério, no que diz respeito às tarifas cobradas pelas partes na importação de produtos automotivos de terceiros parceiros comerciais, estabeleceu-se que cada parte continuará a aplicar suas tarifas nacionais atualmente vigentes, até que se implemente, no âmbito do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), a aplicação da Tarifa Externa Comum (TEC) para os produtos do setor.

Com relação à importação de veículos usados, o Paraguai se comprometeu a revisar sua política nacional de importação de tais produtos nos termos do que vir a ser acordado no âmbito do regime automotivo do Mercosul, levando-se em conta, também, normas ambientais, de saúde pública e de segurança.

“Determinou-se, por fim, que as delegações de ambos os países deverão se reunir, com a brevidade possível, a fim de concluir as negociações e subscrever o Acordo Automotivo bilateral”, acrescentou o ministério.

Comércio bilateral

Atualmente, o Paraguai é o único país do Mercosul com o qual o Brasil não tem um acordo automotivo bilateral.

Segundo o ministério, quando o acordo for concluído “conferirá maior previsibilidade para os investimentos bilaterais e maior segurança jurídica para o comércio bilateral, tendo em vista que, em função de o setor automotivo não estar incorporado ao regime geral do Mercosul, o comércio automotivo entre Brasil e Paraguai carece, ainda, de arcabouço jurídico específico”.

Historicamente, o comércio de produtos automotivos entre Brasil e Paraguai é baixo: em 2018, a corrente de comércio (exportações e importações) somou US$ 763 milhões, o que correspondeu a 1,7% da corrente de comércio global de produtos automotivos do Brasil (US$ 44,7 bilhões). Na última década, porém, o comércio bilateral de produtos do setor tem crescido consideravelmente, sobretudo em função das importações brasileiras de autopeças (principalmente de chicotes elétricos). Em 2018, o comércio bilateral registrou exportações no valor de US$ 540 milhões e importações no valor de US$ 223 milhões, o que resultou em superávit de US$ 317 milhões para o Brasil.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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