Itens filtrados por data: Sábado, 16 Novembro 2019

A polícia disparou hoje (17) gás lacrimogêneo contra manifestantes na Universidade Politécnica de Hong Kong, no momento em que a oposição parlamentar critica as Forças Armadas chinesas que, no sábado (16) retirou escombros das ruas.

Hoje, um grande grupo de pessoas voltou a tentar limpar uma estrada cheia de escombros perto do campus da instituição, mas foi advertido pelos manifestantes de que devia se afastar.

A polícia chegou a algumas centenas de metros e disparou várias granadas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que se abrigavam atrás de uma "parede" de guarda-chuvas.

O incidente ocorreu horas depois de intensos confrontos durante a noite desse sábado, em que os dois lados trocaram bombas de gás lacrimogêneo e bombas incendiárias que deixaram focos de incêndio na rua.

Muitos manifestantes entraram para o interior do campus, onde montaram pontos de controle de acesso.

Os manifestantes, que ocuparam vários campus importantes durante a passada semana, recuaram quase por completo, à exceção de um contingente que permanece na Universidade Politécnica.

O mesmo grupo também bloqueia o acesso a um dos três principais túneis rodoviários que ligam a Ilha de Hong Kong ao resto da cidade.

Em outros lugares, trabalhadores e voluntários - incluindo um grupo de soldados chineses que saíram da guarnição - limparam estradas repletas de entulhos no sábado.

Houve incidentes dispersos de manifestantes discutindo e confrontando as pessoas que limpavam as estradas.

Líderes da oposição divulgaram declaração, na qual criticam os militares chineses por se juntarem às operações de limpeza. Os militares têm permissão para ajudar a manter a ordem pública, mas apenas a pedido do governo de Hong Kong.

O governo disse que não havia solicitado a assistência dos militares, descrevendo-a como uma atividade voluntária da comunidade.

*Emissora pública de televisão de Portugal

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Mundo

Com a taxa básica de juros, a Selic, em queda, os rendimentos da poupança devem perder para a inflação. Isso pode acontecer porque os rendimentos da poupança são 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR), que está zerada.

Atualmente, a Selic está em 5% ao ano e o Banco Central já sinalizou que a taxa deve cair em dezembro para 4,5% ao ano e encerrar 2020 nesse patamar. Com isso, os rendimentos da poupança vão passar de 3,5% para 3,15% ao ano. Já a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar 2019 em 3,31% e 2020, em 3,60%, de acordo com estimativas do mercado financeiro.

Se for considerada a previsão mensal, a inflação deve chegar a 0,36%, em novembro, e a 0,35%, em dezembro, enquanto a poupança vai render 0,29% ao mês, com a Selic em 5%, e 0,26% ao mês, se a taxa básica cair para 4,5% ao ano.

Os investidores que têm poupança antiga e não retiraram os recursos recebem rendimentos maiores. Isso porque todos os depósitos feitos até 3 de maio de 2012 rendem 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano), mais TR. A partir de 4 de maio de 2012, a nova regra de cálculo da poupança passou a ser 70% da Selic mais TR, sempre que a taxa estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano. Acima de 8,5% ao ano, o rendimento é 0,5% ao mês mais TR.

O diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que essa nova realidade de a poupança render pouco veio para ficar. “É uma realidade porque os juros vão ficar baixos. Vão cair de novo agora no mês de dezembro, possivelmente para 4,5% ao ano. Isso quer dizer que a poupança vai render 3,15% ao ano. E já começa a ser um problema porque esse rendimento deve ser menor que a inflação”, disse.

“Vamos passar aqui no Brasil pelo que aconteceu nos Estados Unidos e na Europa. Nessas economias, os juros eram altos. As pessoas aplicavam em renda fixa. Havia investimentos garantidos e altos. Só que as taxas de juros foram caindo e aí reverteu a situação - a maioria dos americanos e europeus atualmente aplica na bolsa de valores. Vamos ter esse cenário no Brasil - quem quer maior rentabilidade vai ter que assumir risco”, disse.

Oliveira aconselha a quem optar por investir em ações e não tiver conhecimento do mercado financeiro a buscar os fundos de ações. “Há duas formas de aplicar na bolsa. Uma delas é aplicar diretamente em ações de uma empresa. Esse tipo de escolha só deve ser feito por pessoas com mais conhecimento. Para os iniciantes, a melhor alternativa é entrar em fundos de ações. Porque no fundo tem um gestor que conhece o melhor papel para comprar e ele vai diluir a carteira para minimizar os riscos. Vai escolher diversos tipos de empresas, como financeiras, bancos, varejo, de energia”, disse.

Caso não queira correr riscos ou tenha a intenção de fazer reserva de emergência, a recomendação é analisar as taxas de administração dos fundos de renda fixa. Para Oliveira, com a Selic cada vez menor, a tendência é que as instituições financeiras reduzam as taxas de administração para atrair mais clientes. Outra opção é analisar os títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic. Os investidores podem analisar também outras opções de investimento disponíveis no mercado.

Os investimentos em fundos e no Tesouro Direito têm cobrança de Imposto de Renda, além de taxas de administração, que devem ser analisadas por quem decide investir.

Reflexos na economia

Oliveira destaca que os menores rendimentos da poupança podem trazer consequências não somente para o bolso dos poupadores, mas também para a economia do país. “Como deixar o dinheiro na poupança não vai nem manter o poder de compra, isso pode fazer com que as pessoas parem de poupar e destinem dinheiro para consumo”, disse.

Outro fator é a redução de recursos para o financiamento habitacional. Atualmente, 65% dos recursos de poupança são destinados aos financiamentos habitacionais.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Brasil

Um paraíso de águas mornas, areia branca, piscinas naturais, ondas e corais. Guarajuba tem praia para todos os gostos e só de olhar já dá pra perceber o motivo de ter recebido a maior certificação ambiental que uma praia pode receber. A tão esperada Bandeira Azul, importante rótulo ecológico de sustentabilidade, foi hasteada na manhã deste sábado (16/11), com direito a música, muita emoção e um cenário de tirar o fôlego. Com a presença da coordenadora nacional do programa Bandeira Azul, Leane Bernardi, a Prefeitura de Camaçari recebeu a bandeira que é símbolo internacional de proteção ambiental, balneabilidade e sustentabilidade.

A certificação que coloca Camaçari no mapa mundial do turismo ambiental sustentável deve se estender para outras praias, a exemplo de Itacimirim, que já está na fase piloto do Bandeira Azul. “Nós trouxemos o olhar mundial para essa faixa de praia e pra o município, eu queria que todos entendessem a importância desse certificado e nos ajudasse a ampliar esse rótulo para as outras praias. As condicionantes para receber esse título são as mesmos que queremos para toda nossa Costa, de segurança, limpeza e organização”, declarou o secretário de Turismo, Gilvan Souza.

Para a conquista da primeira praia certificada, além da qualidade das águas, infraestrutura e adequações realizadas, Camaçari também se destacou na organização e empenho do governo municipal. “Guarajuba foi a praia que enviou a documentação mais organizada e bem elaborada da primeira temporada. A clareza e documentação bem elaborada ajudou o júri nacional a ter informações que possibilitaram deliberar e enviar a candidatura para o júri internacional. Com a permissão do município, esse documento serviu de base para outros municípios que estavam com dificuldade”, revelou a coordenadora do programa.

Esse empenho também está acontecendo internamente, através do diálogo entre a gestão municipal e órgãos de Meio Ambiente. A balneabilidade das praias e a saúde das lagoas da Costa de Camaçari estão na pauta do prefeito Elinaldo Araújo, que recebeu do Ministério Público da Bahia (MPBA) a autorização, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), para retirada das macrófitas aquáticas, plantas que em grande quantidades impedem a oxigenação e retenção da água nas lagoas. O anúncio foi feito durante o evento, pelo promotor de justiça Luciano Pitta, coordenador regional do MPBA. “Estamos trabalhando para reparar danos ambientais e urbanísticos. O Ministério Público está sempre à disposição para colaborar”, disse.

A cerimônia de entrega e hasteamento da bandeira foi marcada ainda por homenagens e o reconhecimento pelo empenho dos moradores do bairro planejado, que abdicaram de comodidades e hábitos antigos de uso da praia, para conquista do selo. “Amamos Guarajuba. Esse é o sentimento que todos os síndicos, moradores, colaboradores e visitantes tem por esse lugar. Por isso, o Bandeira Azul pra nós, representa um sentimento sério; agora que conquistamos vem um novo capítulo de conservar esse título e receber moradores e turistas da melhor forma possível”, anunciou o presidente da Associação de Moradores e Condomínios de Guarajuba (Ascon).

O hasteamento da bandeira também foi avaliado positivamente por quem vive do Turismo. “Esse selo nos trará uma visibilidade mundial, fazendo da praia de Guarajuba um local admirado pelos amantes de preservação ambiental. A conquista é resultado de uma grande equipe, nos dá muito orgulho por sermos uma praia Bandeira Azul”, comemora Sandra Carneiro, proprietária de uma pousada na região. Segundo a empresária, esse selo será um instrumento para “grandes negócios e visibilidade positiva para a Costa de Camaçari”.

Participaram do evento, moradores, secretários e subsecretários municipais, vereadores do legislativo camaçariense e de Salvador, representantes de órgãos de Meio Ambiente, da Marinha, da Bahia Pesca, autoridades da polícia Civil e Militar, empresários e presidentes de associações.

Padrão internacional

“A Bandeira Azul é uma condecoração internacional e, portanto, tem um padrão global mínimo para a qualidade da água”, informa o documento de adesão para as praias. Na orientação, são descritos padrões e exigências relacionados à educação ambiental, qualidade da água, esgotamento sanitário e segurança dos banhistas, que totalizam 34 critérios. Camaçari cumpriu todos os requisitos e mantém, através de uma comissão formada pela subsecretária de Turismo, Lúcia Bichara, o turismólogo Pablo Nogueira e o presidente do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), Joel Pereira, o monitoramento dos condicionantes.

Durante a fase piloto, o município forneceu ao longo de um ano, amostras da água e areia da praia para análise. Essa etapa foi possível graças ao apoio da Central de Tratamento de Efluentes Líquidos (Cetrel), empresa especializada que realizou gratuitamente a análise dos rígidos testes do programa, com amostragens semanais.

Publicado em Camaçari

Grupo Fato Verdade. Sua verdade na web.

Informações de qualidade, sem firulas, sem achismo

Galeria de Fotos