Mistério no Vaticano: Túmulos abertos para procurar jovem desparecida estão vazios Destaque

11 Jul 2019
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Na manhã desta quinta-feira (11/07), às 8h15, horário italiano,  tiveram início os trabalhos de abertura de dois túmulos do Cemitério Teutônico, que fica dentro do Vaticano.

O objetivo, era verificar se haveria restos mortais de Emanuela Orlandi, uma jovem que desapareceu misteriosamente no centro de Roma, na tarde do dia 22 de junho de 1983, aos quinze anos. Ela era filha de um cidadão vaticano, funcionário da Prefeitura da Casa Pontifícia.

A medida foi tomada após a família de Orlandi ter recebido uma carta indicando sua suposta sepultura. Nos túmulos, estariam enterradas as princesas Sophie von Hohenlohe, que morreu em 1836 e Carlotta Federica de Mecklenburg, falecida em 1840.

No entanto, o que poderia ser a chave para resolver um mistério de 36 anos, acabou dando em nada. Segundo o Vaticano, nenhum resto mortal foi localizado. Nada de caixões, urnas mortuárias ou ossos. Nem mesmo os ossos das duas princesas, que deveriam estar enterrados, no local estavam lá.

As operações terminaram às 11h15. A inspeção começou com a abertura do túmulo da princesa Sophie von Hohenlohe e revelou apenas um grande compartimento subterrâneo de cerca de 4 metros x 3,70, completamente vazio.

Em seguida, foi feita a abertura do segundo túmulo-sarcófago, atribuído à princesa Carlotta Federica de Mecklemburgo. Também não foram encontrados restos humanos.

“Depois de retirar a laje do primeiro túmulo, os operários cavaram cerca de 30 centímetros e descobriram que havia um quarto embaixo, que incrivelmente estava vazio”, – diz Pietro Orlandi, irmão da jovem desaparecida.

“Depois passamos para o segundo: um túmulo de sarcófago, onde apenas a lápide precisava ser levantada. Mas também foi encontrado completamente vazio.  Recebemos relatórios precisos, não apenas aqueles contidos na carta anônima: eles também indicaram que as fontes de enterro de Emanuela, incluíam fontes dentro do Vaticano. Esta história não pode terminar assim. Por que todas essas pessoas nos direcionaram para lá? As famílias das princesas sabiam que não havia corpos? E onde eles estão?”, questiona Pietro.

O diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, disse que estão sendo verificados documentos referentes às intervenções estruturais ocorridas na área do Campo Santo Teutônico, em uma primeira fase no final do século XIX e uma segunda fase mais recente entre os anos 60 e 70 do século passado.

Ele ainda reiterou que a Santa Sé sempre demonstrou atenção e proximidade ao sofrimento da família Orlandi e, em particular, à mãe de Emanuela. Atenção demonstrada também nesta ocasião em aceitar o pedido específico da família para fazer uma verificação no Campo Santo Teutônico.

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