Ministro Ernesto Araújo sobre visita de Bolsonaro aos EUA: os resultados “são os que nós prometemos” Destaque

20 Mar 2019
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O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, durante coletiva à imprensa oferecida nesta quarta-feira (20/3), no Itamaraty, falou sobre os resultados da visita do presidente Jair Bolsonaro aos EUA.

Os resultados são, fundamentalmente, os que nós prometemos.“, afirmou.

Araújo afirmou que a vocação do Brasil é ter uma relação de alto nível com os Estados Unidos, que este é um fator que contribui para o crescimento do país e que é benefício para os cidadãos.

No ponto de vista dele os resultados foram bons. Ele falou inclusive em consenso público. Para ele, este processo começou com o texto escrito por ele sob Trump e o ocidente, dentro de uma concepção mais geral, de civilização ocidental.

Ernesto voltou a falar em recuperação de valores e de história. Que o Brasil deveria voltar a se conectar com esta concepção, dos pontos de vista econômico e social.

Estas minhas reflexões, em algum momento chegaram ao presidente Jair Bolsonaro“, referindo-se aos textos publicados por ele, que contém inclusive, as sugestões de como o Brasil deveria se projetar na política externa.

Fazendo menção à base de princípios e valores, disse: “a minha visão coincide com a dele [Jair Bolsonaro]“.

Segundo o ministro, ele e seu grupo estavam desenvolvendo as questões como a entrada do Brasil na OCDE, com intuito de remover as barreiras que impediam o acesso do país ao grupo.

As coisas não funcionavam porque não tinham uma filosofia por trás, não tinham alma“, explicou, aludindo os insucessos do país em gestões anteriores, quando o expediente tratava das mesmas empreitadas.

Ele afirmou que desde que assumiu o cargo, em primeiro de janeiro, o esforço dele é exclusivo em realizar estas percepções. Que neste meio tempo de dois meses e vinte dias, aproximadamente, construiu uma base para a viagem do presidente, com inúmeros contatos, tanto com membros importantes do governo, quanto com formadores de opinião, americanos: “Mostrar para o lado americano que nós tínhamos um novo Brasil, um Brasil que pensava, um Brasil que simplesmente não chegava lá e dizia… Olha, quero entrar no OCDE“.

Ernesto deixou claro que o Brasil esteve em observação atenta pelo exterior com relação à política externa nestes últimos dois meses para saber “se o Brasil era pra valer” ou se tratava-se apenas de promessas de campanha, e que seu empenho pessoal foi em demonstrar isto.

O ministro também pontou que, os resultados considerados “excelentes” por parte da mídia e do grande público, não podem ser separados das ideias dele: elas são a base do que foi alcançado até o presente.

Liberdade e grandeza“, pontou Ernesto, falando da isenção de visto de entrada concedida a quatro países. Demonstrou como o país estava passando a imagem de um miserável, digno de tratamento especial, e de como trabalha para mudar isso, com base justamente nos valores mencionados.

Também falou da possível entrada do Brasil na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), como um objetivo remoto.

Estamos tentando fazer uma política externa que reflita os interesses do povo brasileiro“, afirmou.

No encerramento do balanço da viagem, ele concluiu ressaltando a necessidade do fim da política do “toma-lá-dá-cá” e do surgimento de uma nova política, que atenda os interesses da população.

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