Arcebispo do Rio diz estar surpreso e que Cabral usa 'tática de advogado' Destaque

01 Mar 2019
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O arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, 68, afirma que mantinha uma “relação amigável” com Sérgio Cabral (MDB).

Quando o ex-governador, hoje preso, disse em depoimento que o religioso "devia ter interesse" num suposto esquema de propinas numa organização social ligada Igreja Católica, "deve ter sido uma tática do advogado dele", diz Dom Orani à Folha nesta sexta (1).

Ele negou envolvimento nas fraudes envolvendo a organização social Pró-Saúde, que tem no conselho diretor membros da Igreja.

Ao juiz Marcelo Bretas Cabral disse na terça (26): "O dom Orani devia ter interesse nisso, com todo respeito ao dom Orani, mas ele tinha interesse nisso".

Os executivos da Pró-Saúde firmaram acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal em 2017 e relataram que pagavam propina ao ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes. A entidade administrou vários hospitais do estado a partir de 2013.

O arcebispo refutou à Folha ter tratado da Pró-Saúde com Côrtes e ter como braço direito um dos delatores da operação policial que atingiu a Pró-Saúde, Wagner Portugal, um ex-padre que passou a integrar a organização social em 2012.

O Ministério Público Federal investiga se gastos pessoais de sacerdotes, dom Orani incluso, foram arcados com dinheiro público repassado por meio dos contratos.

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