Entenda cinco fatores que ajudam a explicar a queda de rendimento do Bahia no Brasileirão Destaque

08 Nov 2019
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O empate diante da Chapecoense foi mais um balde de água fria para os tricolores, que se vêem cada vez mais distantes da briga por uma vaga na Libertadores. O Bahia está há cinco rodadas sem vencer no Brasileirão e tenta se reestruturar para continuar sonhando. Também são cinco jogos sem vencer em casa – três derrotas e dois empates.

A pergunta que fica é: o que aconteceu com aquela equipe competitiva que fazia frente a qualquer adversário e brigava firme na parte de cima da tabela?O Tricolor volta a campo no domingo, quando enfrenta o Flamengo, às 18h (horário de Brasília), no Maracanã.

Peso da Libertadores

O primeiro problema identificado pelo técnico Roger Machado, e que foi ratificado pela diretoria do clube, foi a ansiedade por entrar no G-6 e se manter no grupo que briga por uma vaga na Libertadores. A equipe sentiu o peso da responsabilidade e começou a cometer erros que não cometera ao longo da competição.

Os erros acabaram punindo o Bahia com derrotas, e esses resultados negativos, sobretudo dentro de casa, levaram a confiança do elenco. O nervosismo era visível entre os atletas no empate com a Chapecoense, em que o time catarinense fez o gol cedo e obrigou os donos da casa a correr atrás do prejuízo.

Queda de rendimento dos atletas

A falta de confiança acaba influenciando no rendimento de algumas peças, fator já identificado por Roger, que colocou Gilberto no banco para a entrada de Fernandão. Artilheiro tricolor na temporada, com 26 gols, o atacante acumula um jejum de nove jogos sem marcar.

Mas não é apenas Gilberto que apresentou um declínio técnico. Outros atletas, como Nino e Gregore, erraram bastante na partida contra a Chape. O técnico tricolor deixou claro que pode fazer alterações na equipe.

Falta de variação na forma de jogar

Uma dessas mudanças pode ser na maneira de jogar. O Bahia se adaptou muito bem ao 4-3-3 de Roger, com um tripé forte de meio-campo e muita velocidade nas saídas para os contra-ataques. O problema é que os adversários já entenderam a forma como o Tricolor joga e encontraram o antídoto.

Defesa em queda

O sistema defensivo sempre foi um dos pontos forte da equipe de Roger Machado, tanto que o Bahia não sofreu gols em 14 das 31 rodadas, a melhor marca do Brasileirão, ao lado de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. No entanto, essa realidade mudou, e o Tricolor foi vazado nos últimos cinco jogos.

A bola aérea também tem sido um problema. O Bahia levou gols de bola parada nos jogos contra Athletico-PR, Ceará (dois) e Chapecoense.

Sequência de jogos

O elenco tricolor também sentiu o desgaste pela sequência de jogos no meio e final de semana, já que Roger não conta com um elenco tão numeroso. Ele precisou utilizar atletas que não vinham entrando com frequência, o que acaba mexendo com o entrosamento e a estrutura da equipe.

FONTE: GLOBO ESPORTE

 

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