Casos de dengue na Bahia crescem 315% Destaque

03 Mai 2019
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O Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2019 indica que a Bahia teve um aumento de 315,7% nos casos de dengue, apresentando alto índice de infestação, com risco de surto para as doenças da dengue, zika e chikungunya. Em Salvador, existem vários focos criadouros das larvas do mosquito. As fontes de água abandonadas da cidade são exemplos disso.

A equipe da Tribuna da Bahia visitou ontem (01), alguns bairros para observar as fontes de água abandonadas da capital. Na Praça Conselheiro Almeida Couto, no Bairro de Nazaré, foi encontrado uma enorme fonte desativada e com bastante quantidade de larvas do mosquito Aedes aegypti. Alguns lavadores de carro e moradores de rua utilizam a água para trabalhar ou tomar banho.

“Aqui na fonte desativada é o maior criadouro de larvas do mosquito da dengue que tem nesta rua, fora que também tem outros insetos que podem causar doenças. Infelizmente não temos outra opção, então usamos a água da fonte mesmo”, explica Djalma de Souza, guardador de carros.

ÍNDICES

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice de infestação é considerável aceitável quando é de até 1% e chega até 3,9% que já é considerado estado de alerta e acima de 3,9% é visto como alto risco. Em Salvador o último LIRAa, de janeiro, foi de 1,9%.

O Ministério da Saúde alerta que o sistema de vigilância de estados e municípios e toda a população devem reforçar os cuidados para combater o mosquito.

“O resultado do LIRAa confirma o aumento da incidência de casos de dengue em todo o país que subiu 339,9% em relação ao mesmo período do ano passado”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber.

Esses resultados indicam que é preciso fortalecer ainda mais as ações de combate ao mosquito transmissor, com a participação da população e de todos os gestores local e federal.

“Mesmo com aumento no número de casos da doença, a taxa de incidência de 2019 está dentro do esperado para o período. Sendo assim, até o momento, o país não está em situaçãode epidemia, embora possa haver epidemias localizadas em alguns municípios e estadas”, frisou.

O LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do vetor e das doenças (dengue, zika e chikungunya). Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito.

AÇÕES

As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Todas as ações são gerenciadas e monitoradas pela Sala Nacional de Coordenação e Controle para enfrentamento do Aedes, que atua em conjunto com outros órgãos, como o Ministério da Educação; da Integração, do Desenvolvimento Social; do Meio Ambiente; Defesa; Casa Civil e Presidência da República.

A Sala Nacional articula com as Salas Estaduais e Municipais (2.166) as ações de mobilização e também monitora os ciclos de visita a imóveis urbanos no Brasil.

O Ministério da Saúde também oferece continuamente aos estados e municípios apoio técnico e fornecimento de insumos, como larvicidas para o combate ao vetor, além de veículos para realizar os fumacês, e testes diagnósticos, sempre que solicitado pelos gestores locais.

Entre janeiro e março deste ano, a pasta já enviou mais de 90 mil reações do teste Elisa para diagnóstico de dengue aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) estaduais. Para o diagnóstico das doenças zika e chikungunya, e também dengue, todos os laboratórios do país estão abastecidos com o teste em Biologia Molecular.

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